SAIU: Toda a programação do II Festival de Museologia Social da Remus-RJ
segunda-feira, fevereiro 03, 2025O II Festival de Museologia Social, organizado pela Remus-RJ por meio do projeto “Rede em Movimento: Memória como Resistência”, tem como objetivo divulgar e celebrar os diversos museus e iniciativas de museologia social espalhados pelo estado do Rio de Janeiro. Através da articulação em rede, o evento busca mover fronteiras, valorizando e celebrando as tradições originárias e os (re)conhecimentos das iniciativas coletivas de memória e cultura, além de alcançar novos públicos.
Com uma programação rica e variada, o II Festival de Museologia Social propõe três frentes principais de atividades: a Feira de Museologia Social, as Atividades Artísticas Culturais, e a Gira, composta por rodas de conversa e uma palestra. A iniciativa busca proporcionar ao público uma experiência ampla e envolvente, marcada pela troca cultural e reflexões significativas.
Feira de Museologia Social
Das 10h às 17h, no Pilotis/Térreo, vai acontecer a Feira de Museologia Social, onde você poderá explorar barracas expositivas onde museus e seus parceiros locais convidam o público a mergulhar na história e memória de seus territórios. A programação inclui atividades interativas, compartilhamento de histórias orais, exposições de objetos significativos e a venda de obras de arte, artesanatos e outros produtos ligados à cultura desses espaços de memória.
Não perca essa oportunidade de celebrar e se conectar com as riquezas culturais dos museus e suas comunidades!
Espaço Térreo/Pilotis
10h – Início do II Festival de Museologia Social e abertura das barracas da Feira
10h15 – Cerimônia e
falas de abertura
10h30 – Roda de Capoeira
Museu Vivo da Capoeira
11h30 - Roda de Jongo Filhos de Benedito
Museu Almirante Negro/AAMMJC
12h20 - Homenagem do
Museu MultiArtes de Belford Roxo
13h – Apresentação Musical Canto
Telma Moreno e Reinaldo Amâncio
Museu Multiartes de Belford Roxo
13h25 - Participação Especial Isa Leall
Museu Olga do Alaketu
13h35 – Samba no Pé com
Mestre Paulo Sorriso
Museu Multiartes de Belford Roxo
14h - Oficina de Charme
Museu de Arte e Cultura Urbana
da Baixada Fluminense - BXD
14h45 - Declamação de Poesia
Museu Multiartes de Belford Roxo
15h – Encerramento Auto de Bois
Museu Afro Virtual do Rio de Janeiro
17h30 – Roda de Jongo
Museu Social Jongo do Quilombo Quilombá
Atividades culturais no Auditório - 5ºandar:
13h20 - Exibição de documentários do
Ecomuseu Rural
14h - Exibição do filme: Milagre das águas, vestindo a História de Belford Roxo
Museu Multiartes de Belford Roxo
14h45 - Roda de Conversa: O Poder das Ervas Medicinais - Valéria Assis, Museu Multiartes de Belford Roxo
15h30 - Exibição do documentário
Redes de Memória e Resistência - Remus-RJ
16h - Palestra : A Força do Matriarcado - Mãe Flávia Pinto, Museu Olga do Alaketu
16h40 - Roda de Conversa: As Raízes dos Movimentos de Cultura Semeadas por Mulheres Negras - Nara Campos, Mãe Flávia Pinto, Natália Oliveira e Elaine Almeida.
Espaço Sala 2.3
10h30 - Oficina Conectando Raízes
Ponto de Cultura Chalé Agroecológico
13h - Oficina das Erveiras e dos Erveiros do Salgueiro
Museu Social Quilombo do Salgueiro
15h - Oficina Prática
"Xarope Mangará"
Museu Vivo da Agroecologia
Espaço Sala 2.4
10h30 - Oficina Prática de Desenho Realista
Museu Multiartes de Belford Roxo
11h30 - Oficina Prática
Artesanato com Material Reciclável
Museu de Favela - MUF
14h - Oficina Prática
A Coquetelaria é Ancestral
Saravah Bar Instituto Nômade
Oficinas culturais e artísticas nas salas 2.3 e 2.4 terão a possibilidade de inscrição através do formulário https://forms.gle/mqqRPeQMPokwA8SH9. Atividades sujeitas à lotação do espaço.
Espaço Mirante:
11H ÀS 15H
Criação dramatúrgica de autos de bois
As iniciativas de museologia social participantes do II Festival de Museologia Social, da Remus-RJ são:
Ecomuseu Rural
Museu Afro Virtual Rio
Museu Almirante Negro / AAMMJC
Museu das Remoções
Museu de Artes e Cultura Urbana da Baixada Fluminense - Museu BXD
Museu de Favela – MUF
Museu do Horto
Museu Multiartes de Belford Roxo
Museu Olga do Alaketu
Museu Sankofa - Memória e História da Favela da Rocinha
Museu Social Jongo do Quilombo Quilombá
Museu Social Quilombo do Salgueiro
Museu Vivo da Agroecologia
Museu Vivo da Capoeira
Museu Vivo das Sementes Crioulas
Núcleo de Memórias do Vidigal
Ponto de Cultura Chalé Agroecológico
Quilombo de Bongaba - Quilombá
Saravá Bar Instituto Nômade
A Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ) é formada por iniciativas de museologia social como museus, ecomuseus, museus vivos, museus comunitários, pontos de memória, pontos de cultura, instituições, profissionais, estudantes e pesquisadores, e tem como premissa conectar e promover a troca de experiências e saberes, cooperações e ações conjuntas entre as diversas iniciativas, cujas práticas se compreendem na museologia social, espalhadas pelo território do Estado do Rio de Janeiro. Potencializando a voz e a força de cada iniciativa que a compõem, compartilha a compreensão de que fortalecer o outro também é uma forma de se ver fortalecido, e acredita na memória e na resistência como formas de libertação, mudança e transformação da realidade.
Veja mais em Carta de Princípios da Remus-Rj: https://rededemuseologiasocialdorj.blogspot.com/2025/01/carta-de-principios-da-remus-rj.html
Então “só vem” participar dessa festa da Museologia Social!
E não esquece de compartilhar e marcar a @remusrj nas redes sociais!
O II Festival de Museologia Social, organizado pela Remus-RJ por meio do projeto “Rede em Movimento: Memória como Resistência”, tem como objetivo divulgar e celebrar os diversos museus e iniciativas de museologia social espalhados pelo estado do Rio de Janeiro. Através da articulação em rede, o evento busca mover fronteiras, valorizando e celebrando as tradições originárias e os (re)conhecimentos das iniciativas coletivas de memória e cultura, além de alcançar novos públicos.
Com uma programação rica e variada, o II Festival de Museologia Social propõe três frentes principais de atividades: a Feira de Museologia Social, as Atividades Artísticas Culturais, e a Gira, composta por rodas de conversa e uma palestra. A iniciativa busca proporcionar ao público uma experiência ampla e envolvente, marcada pela troca cultural e reflexões significativas.
Feira de Museologia Social
Das 10h às 17h, no Pilotis/Térreo, vai acontecer a Feira de Museologia Social, onde você poderá explorar barracas expositivas onde museus e seus parceiros locais convidam o público a mergulhar na história e memória de seus territórios. A programação inclui atividades interativas, compartilhamento de histórias orais, exposições de objetos significativos e a venda de obras de arte, artesanatos e outros produtos ligados à cultura desses espaços de memória.
Não perca essa oportunidade de celebrar e se conectar com as riquezas culturais dos museus e suas comunidades!
Espaço Térreo/Pilotis
10h – Início do II Festival de Museologia Social e abertura das barracas da Feira
10h15 – Cerimônia e
falas de abertura
10h30 – Roda de Capoeira
Museu Vivo da Capoeira
11h30 - Roda de Jongo Filhos de Benedito
Museu Almirante Negro/AAMMJC
12h20 - Homenagem do
Museu MultiArtes de Belford Roxo
13h – Apresentação Musical Canto
Telma Moreno e Reinaldo Amâncio
Museu Multiartes de Belford Roxo
13h25 - Participação Especial Isa Leall
Museu Olga do Alaketu
13h35 – Samba no Pé com
Mestre Paulo Sorriso
Museu Multiartes de Belford Roxo
14h - Oficina de Charme
Museu de Arte e Cultura Urbana
da Baixada Fluminense - BXD
14h45 - Declamação de Poesia
Museu Multiartes de Belford Roxo
15h – Encerramento Auto de Bois
Museu Afro Virtual do Rio de Janeiro
17h30 – Roda de Jongo
Museu Social Jongo do Quilombo Quilombá
Atividades culturais no Auditório - 5ºandar:
13h20 - Exibição de documentários do
Ecomuseu Rural
14h - Exibição do filme: Milagre das águas, vestindo a História de Belford Roxo
Museu Multiartes de Belford Roxo
14h45 - Roda de Conversa: O Poder das Ervas Medicinais - Valéria Assis, Museu Multiartes de Belford Roxo
15h30 - Exibição do documentário
Redes de Memória e Resistência - Remus-RJ
16h - Palestra : A Força do Matriarcado - Mãe Flávia Pinto, Museu Olga do Alaketu
16h40 - Roda de Conversa: As Raízes dos Movimentos de Cultura Semeadas por Mulheres Negras - Nara Campos, Mãe Flávia Pinto, Natália Oliveira e Elaine Almeida.
Espaço Sala 2.3
10h30 - Oficina Conectando Raízes
Ponto de Cultura Chalé Agroecológico
13h - Oficina das Erveiras e dos Erveiros do Salgueiro
Museu Social Quilombo do Salgueiro
15h - Oficina Prática
"Xarope Mangará"
Museu Vivo da Agroecologia
Espaço Sala 2.4
10h30 - Oficina Prática de Desenho Realista
Museu Multiartes de Belford Roxo
11h30 - Oficina Prática
Artesanato com Material Reciclável
Museu de Favela - MUF
14h - Oficina Prática
A Coquetelaria é Ancestral
Saravah Bar Instituto Nômade
Oficinas culturais e artísticas nas salas 2.3 e 2.4 terão a possibilidade de inscrição através do formulário https://forms.gle/mqqRPeQMPokwA8SH9. Atividades sujeitas à lotação do espaço.
Espaço Mirante:
11H ÀS 15H
Criação dramatúrgica de autos de bois
As iniciativas de museologia social participantes do II Festival de Museologia Social, da Remus-RJ são:
Ecomuseu Rural
Museu Afro Virtual Rio
Museu Almirante Negro / AAMMJC
Museu das Remoções
Museu de Artes e Cultura Urbana da Baixada Fluminense - Museu BXD
Museu de Favela – MUF
Museu do Horto
Museu Multiartes de Belford Roxo
Museu Olga do Alaketu
Museu Sankofa - Memória e História da Favela da Rocinha
Museu Social Jongo do Quilombo Quilombá
Museu Social Quilombo do Salgueiro
Museu Vivo da Agroecologia
Museu Vivo da Capoeira
Museu Vivo das Sementes Crioulas
Núcleo de Memórias do Vidigal
Ponto de Cultura Chalé Agroecológico
Quilombo de Bongaba - Quilombá
Saravá Bar Instituto Nômade
A Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ) é formada por iniciativas de museologia social como museus, ecomuseus, museus vivos, museus comunitários, pontos de memória, pontos de cultura, instituições, profissionais, estudantes e pesquisadores, e tem como premissa conectar e promover a troca de experiências e saberes, cooperações e ações conjuntas entre as diversas iniciativas, cujas práticas se compreendem na museologia social, espalhadas pelo território do Estado do Rio de Janeiro. Potencializando a voz e a força de cada iniciativa que a compõem, compartilha a compreensão de que fortalecer o outro também é uma forma de se ver fortalecido, e acredita na memória e na resistência como formas de libertação, mudança e transformação da realidade.
Veja mais em Carta de Princípios da Remus-Rj: https://rededemuseologiasocialdorj.blogspot.com/2025/01/carta-de-principios-da-remus-rj.html
Então “só vem” participar dessa festa da Museologia Social!
E não esquece de compartilhar e marcar a @remusrj nas redes sociais!
VEM AÍ: O II Festival de Museologia Social da Rede de Museologia Social do Estado do Rio de Janeiro!
sábado, janeiro 25, 2025VEM AÍ:
O II Festival de Museologia Social da Rede de Museologia Social do Estado do Rio de Janeiro!Salve a data: dia 08 de fevereiro, a partir das 10h da manhã, no Museu de Arte do Rio, isso mesmo: no MAR!
A 2ª edição do evento contará com uma programação de +10 museus sociais!
Marque o @ aqui nos comentários e compartilhe com quem você quer estar junto nesse dia!
💌✨️
VEM AÍ:
O II Festival de Museologia Social da Rede de Museologia Social do Estado do Rio de Janeiro!Salve a data: dia 08 de fevereiro, a partir das 10h da manhã, no Museu de Arte do Rio, isso mesmo: no MAR!
A 2ª edição do evento contará com uma programação de +10 museus sociais!
Marque o @ aqui nos comentários e compartilhe com quem você quer estar junto nesse dia!
💌✨️
Como foi o 1° Encontro de 2025 da Remus-Rj: Museu Social Quilombo do Salgueiro
quinta-feira, janeiro 23, 2025Olá ✨️
O 1° Encontro da Rede de Museologia Social do Estado do Rio de Janeiro no ano de 2025, ocorreu no último sábado, dia 18 de Janeiro, no Museu Social Quilombo do Salgueiro, @museuquilombodosal 🏛
Iniciamos com o nosso ponto de encontro na estação de metrô Saens Peña, onde grupos se deslocaram e subiram a pé, de moto ou táxi o Morro do Salgueiro até a padaria Caliel com o café da manhã colaborativo, e após, seguimos para a nossa reunião no Instituto Sal-Lage. 🫂
O encontro mensal presencial contou com a entrega da Certificação de membros da Remus-RJ, distribuição e leitura da Carta de Princípios da Rede, o nosso almoço coletivo e informes de eventos como o da 2ª Conferência Internacional do Comitê Internacional de Museologia Social, o SOMUS-ICOM que acontecerá nos dias 13 e 14 de Fevereiro de 2025 em Lisboa. 🗣
Nessa mesma data, o Museu Social Quilombo do Salgueiro funda-se ou melhor, nasce, através das apresentações vivas de suas memórias ancestrais que movimentam e ultrapassam a extensão tijucana do Salgueiro através do: (i)material, ervas, pessoas, jongo e território. 🍃✊🏿
Agradecemos a Caliel, Insituto Sal Lage, Erveiras e Erveiros, Caxambu do Salgueiro e a todo o povo do Morro do Salgueiro, a acolhida e felicidade de estar e ser Remus-RJ!
Seguimos! 💌
Imagens por:
Fernanda Nogueira - Equipe Remus-RJ
Bárbara Dias - Com/Cat
Olá ✨️
O 1° Encontro da Rede de Museologia Social do Estado do Rio de Janeiro no ano de 2025, ocorreu no último sábado, dia 18 de Janeiro, no Museu Social Quilombo do Salgueiro, @museuquilombodosal 🏛
Iniciamos com o nosso ponto de encontro na estação de metrô Saens Peña, onde grupos se deslocaram e subiram a pé, de moto ou táxi o Morro do Salgueiro até a padaria Caliel com o café da manhã colaborativo, e após, seguimos para a nossa reunião no Instituto Sal-Lage. 🫂
O encontro mensal presencial contou com a entrega da Certificação de membros da Remus-RJ, distribuição e leitura da Carta de Princípios da Rede, o nosso almoço coletivo e informes de eventos como o da 2ª Conferência Internacional do Comitê Internacional de Museologia Social, o SOMUS-ICOM que acontecerá nos dias 13 e 14 de Fevereiro de 2025 em Lisboa. 🗣
Nessa mesma data, o Museu Social Quilombo do Salgueiro funda-se ou melhor, nasce, através das apresentações vivas de suas memórias ancestrais que movimentam e ultrapassam a extensão tijucana do Salgueiro através do: (i)material, ervas, pessoas, jongo e território. 🍃✊🏿
Agradecemos a Caliel, Insituto Sal Lage, Erveiras e Erveiros, Caxambu do Salgueiro e a todo o povo do Morro do Salgueiro, a acolhida e felicidade de estar e ser Remus-RJ!
Seguimos! 💌
Imagens por:
Fernanda Nogueira - Equipe Remus-RJ
Bárbara Dias - Com/Cat
Rio de Janeiro, janeiro de 2025
CARTA DE PRINCÍPIOS
A Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ) apresenta a sua Carta de Princípios.
A Remus-Rj, consolidada no ano de 2013, se organizou a partir de algumas iniciativas pioneiras do campo museal, pertencentes a diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, que atuam no resgate, preservação e difusão da memória coletiva e do patrimônio histórico e cultural das populações e culturas periféricas, indígenas e quilombolas, bem como na defesa dos direitos humanos dessas populações, que são nossas ancestrais no enfrentamento aos silenciamentos e apagamentos produzidos pelas classes dominantes aos longo da história de nosso país. Essas iniciativas pioneiras inspiraram e colaboraram com muitas outras no desenvolvimento e reconhecimento das memórias coletivas que não tinham visibilidade na sociedade.
Nascemos, então, da conscientização da relevância das iniciativas e da necessidade de fortalecimento do campo da museologia social, seus atores e sobretudo seus direitos. Em diálogo com o artigo 27 da Declaração Universal de Direitos Humanos e os artigos 13 e 15 do Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, defendemos o direito à cultura e a memória como indissociáveis à plena realização dos direitos humanos - universais, indissociáveis e interdependentes - e para a construção positiva da identidade cultural da nossa população, impactando na sua participação na vida cultural.
Entendemos e expressamos a importância da luta coletiva e da organização da sociedade civil como um meio para superarmos as desigualdades e as violências que tanto nos afligem, para construirmos uma sociedade com respeito a diferença e a diversidade, e assim conquistarmos a dignidade da vida humana e da natureza em comunhão.
Neste sentido, promover a conexão e a troca de experiências entre pessoas, coletivos, comunidades populares, movimentos sociais e instituições que atuam no campo da memória, do patrimônio e da cultura fazem parte dos objetivos da Remus-RJ, que surge com o intuito de potencializar a memória como fator de emancipação, coesão e transformação social, integrando as diversas iniciativas e narrativas que compõem a dinâmica museal do estado do Rio de Janeiro.
A Carta de Princípios da Remus-RJ mantém no horizonte a construção participativa de um código orientador de valores que sirva de base para nossas práticas coletivas e individuais, visando a melhoria das relações institucionais e pessoais dentro e fora da Remus-RJ.
São princípios constituintes e orientadores da Remus-RJ:
1. O compromisso e a responsabilidade com a construção de uma Museologia Social que estimule em nós e na sociedade reflexões e práticas solidárias, ecológicas e criativas e, ao mesmo tempo, contrárias a todas as formas de colonização, dominação, opressão e exploração de classe, de raça, de gênero, de idade, de sexualidade, de religião e mais. Além disso, a Remus-RJ está formada nas trincheiras que defendem uma política pública de cultura e de museus em sintonia com a defesa de um novo paradigma sociocultural para lidar com a emergência climática, bem como com os desafios do alastramento da desinformação que atinge de forma nefasta as classes trabalhadoras e os grupos periféricos;
2. A busca sistemática por ações orientadas para a superação das desigualdades sociais e a construção de uma sociedade mais justa, voltada para o diálogo, o respeito e a plena realização da vida humana;
3. O repúdio nos espaços da Remus-RJ das ações e práticas discursivas que ecoem as relações de poder e dominação, bem como os preconceitos e discriminações, reforçados nas bases das sociedades capitalistas que seguem reproduzindo as práticas de racismo, machismo, elitismo, capacitismo, etarismo, aporofobia e LGBTQIAPN+fobia;
4. O repúdio às ações antidemocráticas, autoritárias e individualistas que reproduzem ideias e práticas competitivas, fomentadas por ideologias neoliberais e meritocráticas voltadas para a desagregação da vida comunitária;
5. O reforço ao caráter educacional, pedagógico e formativo da Remus-RJ;
6. O envolvimento com a construção de novas práticas e novas imaginações, visando novas aprendizagens a partir de experiências e relações humanas saudáveis, incluindo as diferentes manifestações de religiosidades indígenas e afro-brasileiras;
7. O diálogo respeitoso com as diferenças, a lida com os conflitos, ideias e práticas divergentes e contraditórias, em sintonia com o encaminhamento de soluções e ações voltadas para o respeito à vida e à construção comunitária, levando sempre em conta os diferentes saberes e fazeres dos povos originários e dos povos afrodescendentes;
8. A busca coletiva por estratégias que fomentem e sustentem o acesso e o compartilhamento de recursos necessários para as iniciativas e comunidades que fazem parte da Remus-RJ;
9. O acolhimento às pessoas, museus e as diversas e diferentes iniciativas que queiram somar com a Remus-RJ e construir seus movimentos de memória, arte, cultura, religiosidade, tendo como referência a Museologia Social;
10. A celebração da vida. Nesse sentido, vale registrar o nosso caráter afetivo, o caráter alegre e festivo dos nossos encontros. Cabe registrar, também, que a alegria, a amizade e o amor às iniciativas, localidades e territórios fazem parte das nossas ferramentas de luta poética e política;
11. O trabalho junto aos órgãos e instituições públicas e governamentais parceiras, visando contribuir com o aperfeiçoamento dos aparatos burocráticos para uma maior inclusão e participação dos grupos e coletivos periféricos no acesso a recursos e meios de sustentabilidade, buscando uma gestão mais democrática nos serviços culturais e nos espaços de decisão, bem como a superação de dificuldades no acesso às informações.
12. O compromisso com a democracia radical. Marcarmos nossa posição enquanto movimento social na luta por direitos para a promoção da justiça social a favor da melhoria das condições materiais de existência dos grupos, localidades e territórios excluídos dos processos de distribuição de riquezas e dos espaços políticos hegemônicos. Neste sentido, repudiamos práticas autoritárias, sem compromissos reais com as classes populares, suas localidades e territórios.
Este pequeno conjunto de princípios deverá servir para orientar as ações e reflexões da Remus-RJ. A adesão à Rede e aos seus princípios é livre.
Que esta Carta de Princípios seja um documento vivo, tal qual os nossos museus e iniciativas. Que esta Carta seja também o resultado de nossos compromissos. Neste sentido, solicitamos que ela seja coletivamente revisitada e recordada, pelo menos uma vez por ano.
Faz parte dos nossos desejos e sonhos poéticos e políticos que a nossa Remus-RJ seja um coletivo de proposições, realizações, inspirações, transformações, apoio e acolhimento; esperamos também que ela seja um espaço onde as pessoas se sintam acolhidas e à vontade para debater e refletir sobre seus conflitos, pautas e ações, levando à formação de laços de solidariedade e amizade.
Afetuosamente,
Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ)
Rio de Janeiro, janeiro de 2025
CARTA DE PRINCÍPIOS
A Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ) apresenta a sua Carta de Princípios.
A Remus-Rj, consolidada no ano de 2013, se organizou a partir de algumas iniciativas pioneiras do campo museal, pertencentes a diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro, que atuam no resgate, preservação e difusão da memória coletiva e do patrimônio histórico e cultural das populações e culturas periféricas, indígenas e quilombolas, bem como na defesa dos direitos humanos dessas populações, que são nossas ancestrais no enfrentamento aos silenciamentos e apagamentos produzidos pelas classes dominantes aos longo da história de nosso país. Essas iniciativas pioneiras inspiraram e colaboraram com muitas outras no desenvolvimento e reconhecimento das memórias coletivas que não tinham visibilidade na sociedade.
Nascemos, então, da conscientização da relevância das iniciativas e da necessidade de fortalecimento do campo da museologia social, seus atores e sobretudo seus direitos. Em diálogo com o artigo 27 da Declaração Universal de Direitos Humanos e os artigos 13 e 15 do Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, defendemos o direito à cultura e a memória como indissociáveis à plena realização dos direitos humanos - universais, indissociáveis e interdependentes - e para a construção positiva da identidade cultural da nossa população, impactando na sua participação na vida cultural.
Entendemos e expressamos a importância da luta coletiva e da organização da sociedade civil como um meio para superarmos as desigualdades e as violências que tanto nos afligem, para construirmos uma sociedade com respeito a diferença e a diversidade, e assim conquistarmos a dignidade da vida humana e da natureza em comunhão.
Neste sentido, promover a conexão e a troca de experiências entre pessoas, coletivos, comunidades populares, movimentos sociais e instituições que atuam no campo da memória, do patrimônio e da cultura fazem parte dos objetivos da Remus-RJ, que surge com o intuito de potencializar a memória como fator de emancipação, coesão e transformação social, integrando as diversas iniciativas e narrativas que compõem a dinâmica museal do estado do Rio de Janeiro.
A Carta de Princípios da Remus-RJ mantém no horizonte a construção participativa de um código orientador de valores que sirva de base para nossas práticas coletivas e individuais, visando a melhoria das relações institucionais e pessoais dentro e fora da Remus-RJ.
São princípios constituintes e orientadores da Remus-RJ:
1. O compromisso e a responsabilidade com a construção de uma Museologia Social que estimule em nós e na sociedade reflexões e práticas solidárias, ecológicas e criativas e, ao mesmo tempo, contrárias a todas as formas de colonização, dominação, opressão e exploração de classe, de raça, de gênero, de idade, de sexualidade, de religião e mais. Além disso, a Remus-RJ está formada nas trincheiras que defendem uma política pública de cultura e de museus em sintonia com a defesa de um novo paradigma sociocultural para lidar com a emergência climática, bem como com os desafios do alastramento da desinformação que atinge de forma nefasta as classes trabalhadoras e os grupos periféricos;
2. A busca sistemática por ações orientadas para a superação das desigualdades sociais e a construção de uma sociedade mais justa, voltada para o diálogo, o respeito e a plena realização da vida humana;
3. O repúdio nos espaços da Remus-RJ das ações e práticas discursivas que ecoem as relações de poder e dominação, bem como os preconceitos e discriminações, reforçados nas bases das sociedades capitalistas que seguem reproduzindo as práticas de racismo, machismo, elitismo, capacitismo, etarismo, aporofobia e LGBTQIAPN+fobia;
4. O repúdio às ações antidemocráticas, autoritárias e individualistas que reproduzem ideias e práticas competitivas, fomentadas por ideologias neoliberais e meritocráticas voltadas para a desagregação da vida comunitária;
5. O reforço ao caráter educacional, pedagógico e formativo da Remus-RJ;
6. O envolvimento com a construção de novas práticas e novas imaginações, visando novas aprendizagens a partir de experiências e relações humanas saudáveis, incluindo as diferentes manifestações de religiosidades indígenas e afro-brasileiras;
7. O diálogo respeitoso com as diferenças, a lida com os conflitos, ideias e práticas divergentes e contraditórias, em sintonia com o encaminhamento de soluções e ações voltadas para o respeito à vida e à construção comunitária, levando sempre em conta os diferentes saberes e fazeres dos povos originários e dos povos afrodescendentes;
8. A busca coletiva por estratégias que fomentem e sustentem o acesso e o compartilhamento de recursos necessários para as iniciativas e comunidades que fazem parte da Remus-RJ;
9. O acolhimento às pessoas, museus e as diversas e diferentes iniciativas que queiram somar com a Remus-RJ e construir seus movimentos de memória, arte, cultura, religiosidade, tendo como referência a Museologia Social;
10. A celebração da vida. Nesse sentido, vale registrar o nosso caráter afetivo, o caráter alegre e festivo dos nossos encontros. Cabe registrar, também, que a alegria, a amizade e o amor às iniciativas, localidades e territórios fazem parte das nossas ferramentas de luta poética e política;
11. O trabalho junto aos órgãos e instituições públicas e governamentais parceiras, visando contribuir com o aperfeiçoamento dos aparatos burocráticos para uma maior inclusão e participação dos grupos e coletivos periféricos no acesso a recursos e meios de sustentabilidade, buscando uma gestão mais democrática nos serviços culturais e nos espaços de decisão, bem como a superação de dificuldades no acesso às informações.
12. O compromisso com a democracia radical. Marcarmos nossa posição enquanto movimento social na luta por direitos para a promoção da justiça social a favor da melhoria das condições materiais de existência dos grupos, localidades e territórios excluídos dos processos de distribuição de riquezas e dos espaços políticos hegemônicos. Neste sentido, repudiamos práticas autoritárias, sem compromissos reais com as classes populares, suas localidades e territórios.
Este pequeno conjunto de princípios deverá servir para orientar as ações e reflexões da Remus-RJ. A adesão à Rede e aos seus princípios é livre.
Que esta Carta de Princípios seja um documento vivo, tal qual os nossos museus e iniciativas. Que esta Carta seja também o resultado de nossos compromissos. Neste sentido, solicitamos que ela seja coletivamente revisitada e recordada, pelo menos uma vez por ano.
Faz parte dos nossos desejos e sonhos poéticos e políticos que a nossa Remus-RJ seja um coletivo de proposições, realizações, inspirações, transformações, apoio e acolhimento; esperamos também que ela seja um espaço onde as pessoas se sintam acolhidas e à vontade para debater e refletir sobre seus conflitos, pautas e ações, levando à formação de laços de solidariedade e amizade.
Afetuosamente,
Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro (Remus-RJ)
Salve, Reeeeede! ✨️
Feliz ano de 2025 para todas, todos e todes!
Que sigamos juntos realizando muitas coisas boas para e com a Museologia Social 💌
(Vocês acharam que não ia ter encontro nesse mês de janeiro, né?) 🗣
Todas as entidades, comunidades e a sociedade civil estão mais que convidad@s a participar do nosso 1° encontro do ano de 2025 da Rede de Museologia do Estado do Rio de Janeiro, data também que será o evento de fundação do Museu Social Quilombo do Salgueiro ✊🏾✊🏿
Onde? 🏛
Museu Social Quilombo do Salgueiro
Quando? 🕙
Dia 18 de Janeiro de 2025, sábado, ás 10h da manhã.
E como faz para chegar? 🚆🚲
Localizado na Rua Francisco Graça 60, Morro do Salgueiro, Tijuca
E aí, vamos? 💪
Curte, comente e compartilhe com geral!
Salve, Reeeeede! ✨️
Feliz ano de 2025 para todas, todos e todes!
Que sigamos juntos realizando muitas coisas boas para e com a Museologia Social 💌
(Vocês acharam que não ia ter encontro nesse mês de janeiro, né?) 🗣
Todas as entidades, comunidades e a sociedade civil estão mais que convidad@s a participar do nosso 1° encontro do ano de 2025 da Rede de Museologia do Estado do Rio de Janeiro, data também que será o evento de fundação do Museu Social Quilombo do Salgueiro ✊🏾✊🏿
Onde? 🏛
Museu Social Quilombo do Salgueiro
Quando? 🕙
Dia 18 de Janeiro de 2025, sábado, ás 10h da manhã.
E como faz para chegar? 🚆🚲
Localizado na Rua Francisco Graça 60, Morro do Salgueiro, Tijuca
E aí, vamos? 💪
Curte, comente e compartilhe com geral!
.png)

























.png)
